O que é Desamparo Aprendido Humano de Laboratório?
O desamparo aprendido humano de laboratório é um fenômeno psicológico que ocorre quando um indivíduo é exposto a situações de estresse ou adversidade repetidamente, sem a possibilidade de escapar ou evitar a situação. Essa condição foi inicialmente estudada em animais, mas também pode ser observada em seres humanos.
Origem e estudos iniciais
O conceito de desamparo aprendido foi desenvolvido pelo psicólogo Martin Seligman na década de 1960. Inicialmente, Seligman conduziu experimentos com cães, nos quais os animais eram submetidos a choques elétricos inescapáveis. Posteriormente, quando os cães eram colocados em uma caixa na qual poderiam evitar os choques, eles não faziam nada para escapar da situação.
Esses estudos iniciais demonstraram que os animais que foram expostos ao desamparo aprendido se tornaram passivos e resignados diante de situações adversas, mesmo quando tinham a oportunidade de agir e evitar o estresse. Essa descoberta levou Seligman a investigar se o desamparo aprendido também poderia ocorrer em seres humanos.
Experimentos com seres humanos
Para investigar o desamparo aprendido em seres humanos, Seligman e sua equipe realizaram uma série de experimentos. Em um desses estudos, os participantes eram expostos a um ruído desagradável e desconfortável, que poderia ser interrompido pressionando um botão. No entanto, em algumas situações, o botão não funcionava, fazendo com que os participantes acreditassem que não tinham controle sobre o ruído.
Após essa fase inicial, os participantes eram colocados em uma situação na qual poderiam evitar o ruído, pressionando o botão. No entanto, muitos dos participantes que haviam experimentado o desamparo aprendido anteriormente não tentavam evitar o ruído, mesmo quando tinham a oportunidade de fazê-lo.
Consequências do desamparo aprendido
O desamparo aprendido pode ter diversas consequências negativas para os indivíduos que o experimentam. Em primeiro lugar, pode levar à falta de motivação e ao desenvolvimento de uma mentalidade de vítima, na qual a pessoa acredita que não tem controle sobre sua própria vida e que suas ações não fazem diferença.
Além disso, o desamparo aprendido está associado a problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. A sensação de impotência e falta de controle sobre a própria vida pode levar a um estado de desesperança e desânimo, afetando negativamente o bem-estar emocional.
Fatores de risco
Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver o desamparo aprendido. Um desses fatores é a exposição prolongada a situações de estresse ou adversidade, especialmente quando não há uma saída ou solução aparente.
Além disso, a falta de suporte social e emocional também pode contribuir para o desenvolvimento do desamparo aprendido. Quando uma pessoa não tem apoio de amigos, familiares ou profissionais de saúde, ela pode se sentir ainda mais impotente diante das situações difíceis.
Tratamento e prevenção
O desamparo aprendido pode ser tratado e prevenido por meio de intervenções psicológicas. Uma abordagem comumente utilizada é a terapia cognitivo-comportamental, que visa identificar e modificar os padrões de pensamento negativos e distorcidos associados ao desamparo aprendido.
Além disso, é importante fornecer suporte social e emocional às pessoas que estão passando por situações estressantes ou adversas. O apoio de amigos, familiares e profissionais de saúde pode ajudar a fortalecer a resiliência e a capacidade de enfrentamento diante das dificuldades.
Considerações finais
O desamparo aprendido humano de laboratório é um fenômeno psicológico que ocorre quando um indivíduo é exposto a situações de estresse ou adversidade repetidamente, sem a possibilidade de escapar ou evitar a situação. Esse fenômeno foi inicialmente estudado em animais, mas também pode ser observado em seres humanos.
Os estudos realizados sobre o desamparo aprendido demonstraram que essa condição pode levar à falta de motivação, ao desenvolvimento de uma mentalidade de vítima e a problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. No entanto, o desamparo aprendido pode ser tratado e prevenido por meio de intervenções psicológicas e do suporte social e emocional adequado.
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